
November 04, 2009
Percebemos...

Que o nosso filho está a crescer:
Ou pela roupa que deixa de servir, ou por certos brinquedos que desde há um tempo ficam na prateleira e já não se lhes mexe, ou pelos temas de conversa quando vamos no carro para algum lado, ou pelos desenhos cada vez mais elaborados, ou pela ajuda nas tarefas domésticas, ou quando as feições mudam, ou quando novos dentes nascem, ou... quando (esporadicamente) uma refeição de criança no McDonalds já não chega para "desenrascar"!
Viva la vida!
November 03, 2009
Peter Pan - o síndrome

Muitos são os homens que recusam comportar-se como adultos.
Para eles o crescimento traduz-se num fenómeno extremamente penoso, poder-se-á mesmo dizer para alguns, em algo inconcebível.
As responsabilidades inerentes à maioridade são-lhes difíceis de aceitar e mais ainda, compreender.
Claro que estes eternos enfants terribles poderão ser simpáticos, divertidos, encantadores e a sua vida profissional até poderá ser coroada de êxitos e sucessos.
Mas... e numa relação amorosa?
Bem, aí o caso muda de figura e a sua constante imaturidade cedo se revelará frustante para as mulheres que com eles decidiram partilhar a vida.
É certo que eles não chupam no dedo nem fazem as traquinices próprias de garotos de quatro ou cinco anos, mas mantêm muito dos traços característicos da infância revelando-se egoístas, imaturos e, o pior de tudo, incapazes de amar, o que dará origem a crises conjugais de difícil solução.
Este psicólogo americano, reuniou neste livro conselhos para o que ele descreve como problemas psicológicos graves.
A seguir indico um teste, onde nos poderemos rever ou não, nalguns atributos do SPP (Síndrome Peter Pan). A presença de 1 ou 2 atributos não faz um homem vítima tal como estar inconsciente não torna uma pessoa morta.
Para aqueles homens que ousarem examinar-se , este teste poderá ser muito revelador.
Mas um aviso: se for vítima de SPP, achará o teste idiota, irrelevante e pateta.
Pode mesmo irritar-se.
Se isso acontecer , ele sugere que está ameaçado pela verdade e que tenta evitá-la como faz com outras coisas que se aproximam demais de casa; ou seja, desliza para uma atitude cínica em que ri por fora e está aterrado por dentro.
* T E S T E SPP, por Dan Kiley
1 - Quando comete um erro, reage exageradamente, quer exagerando a culpa ou procurando desculpas para se absolver de qualquer censura.
2 - Esquece-se de datas importantes; por exemplo aniversário casamento, de nascimento.
3 - Numa festa, ignora a mulher/namorada mas faz os possíveis para impressionar outras pessoas, especialmente mulheres.
4 - Considera quase impossível dizer "desculpa".
5 - Espera que a mulher/namorada tenha relações sexuais quando ele quer, pensando pouco na sua (dela) necessidade.
6 - Põe tudo de lado para ajudar os colegas, mas falha nas pequenas coisas que a mulher/namorada lhe pede para fazer.
7 - Exprime preocupação pela mulher/namorada e pelos seus (dela) problemas e sentimentos apenas depois de ela se ter queixado da indiferença dele.
8 - Inicia uma actividade ou passeio apenas se for alguma coisa que ele queira fazer.
9 - Parece considerar extremamente difícil exprimir os seus sentimentos.
10 - Não presta atenção às opiniões que diferem das suas.
11 - Tem um problema com o alcoól; quando bebe, a sua personalidade parece mudar; demonstra um temperamento sensível, falsa coragem ou alegria exagerada.
12 - Está desprovido de sinceridade no relacionamento com outras pessoas, especialmente com o filho, mais velho no caso de existirem mais.
13 - Sente que não deve faltar a qualquer acontecimento de diversão com os colegas e excede, por vezes, o limite do racional a fim de não ser deixado de fora
14 - Parece ter receios inexplicados e falta de confiança pessoal, mas recusa-se a falar nisso.
15 - Anseia estar perto do pai, mas em qualquer conversa (presente ou passada) com o pai é afectada, cerimonial e com falta de profundidade.
16 - Acusa a mulher/namorada de ser demasiado emocional, ao passo que ele parece estar acima de tudo. Quando ela se zanga, ele fica imóvel.
Este é o teste.
0 para nunca; 1 para uma ou duas vezes e 2 para sempre. Some.
De 0 a 7 não é vítima de SPP
De 8 a 20 o SPP é definitivamente uma ameaça.
De 21 a 32 O SPP está em acção.
O síndrome tem cura.
É importante ler o livro.
Melhor... só?

Quando se fala em viver sózinho, viajar sózinho, logo vem o rótulo de solidão, de pessoa encalhada, triste, um deprimido pela certa e com maior certeza: um tipo de "mau feitio".
Enganam-se os que julgam estarem bem, suportando casamentos sem Amor, pendurados no estigma das finanças ou status familiar e social.
Ou suportando contra-vontade (e outros até a bem da vontade) amizades coloridas, porque "todos temos necessidades e isto do compromisso é uma chatice que nos tira a liberdade".
Bom, liberdade tem-se dentro e fora do casamento. Não é por usar uma anilha ou por não a usar.
Liberdade está na nossa cabeça e na do parceiro e vice-versa... tb.
O que as pessoas não falam nunca - e isso é que é o problema, é no r e s p e i t o, h o n e s t i d a d e, ou melhor: a falta deles. Principalmente para elas próprias.
Quem se sente bem sózinho não magoa outros com enredos e falsidades só para poder ter momentos prazenteiros para quando lhe dá na gana, quando se lembra que é adulto, maduro e tal e até lhe faz falta uma companhia ou quando na mão dos prazeres, arranjou uma tendinite.
Usar cronómetros na gestão dos afectos é o mesmo que tomar as refeições num laboratório de análises de doenças infecto-contagiosas. Não é bom. Vai acabar mal.
Pior do que até sequer pensar em geri-los (aos afectos).
Nas relações de longa duração todos nós temos oportunidade de fool around, mas - e isto é o que nos separa dos animais - todos temos a capacidade de julgar, de usar o raciocínio e distinguir o trigo do joio.
Sózinho, é pois a melhor forma de se estar e ser... egoistícamente falando se formos sinceros para nós próprios. Será?
Não, só seremos egoistas se usarmos do "sózinho" e não largármos o (man)ter "outrem" (ou mais por vezes). Acaba mal.
Já é por todos sabido, o meu desconforto de opinião em relação à pessoa da Margarida Rebelo Pinto, no entanto e volto a frasear, cito-a com muito prazer e ensejo que sirva para alguma coisa, para alguns pontos de vista que andam para aí tortos como cepas da melhor uva.
AS SEGUNDAS escolhas podem trazer-nos a ilusão da segurança, mas se o coração, a cabeça e o estômago não estão lá por inteiro, mais tarde ou mais cedo, a miragem ganhará contornos daquilo que é: a projecção torpe de uma quimera sonhada. E quem escolhe por defeito – por medo da solidão, por pensar que não merece melhor, porque não quer sentir-se a tal carta do baralho extinto –, mais cedo ou mais tarde, será obrigado a enfrentar os seus próprios fantasmas.
(...)
E, para quem não sabe estar só, o melhor é ir aprendendo. Mais vale só do que acompanhado por um alguém qualquer que tanto podia estar ao nosso lado como ao lado de outro alguém. Refugo, só nas lojas de velharias.
(...) andamos todos à procura da casa da nossa vida, da viagem da nossa vida, do livro da nossa vida e da mulher (ou homem) da nossa vida. E quando julgamos ter encontrado e acabou ou se perdeu, continuamos presos à ideia, à pessoa. Para quê?
O melhor de uma viagem é viajar, tal como o melhor de amar é descobrir e aceitar, sem ter de prender o outro com promessas, papeladas, alianças ou anilhas, até porque quem ficar connosco por outras razões que não sejam as do coração, nem merece o nosso amor, nem nós merecemos o amor que possa ter por nós.
Margarida Rebelo Pinto
October 27, 2009
October 26, 2009
October 23, 2009
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