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April 23, 2011
December 30, 2010
September 23, 2009
Só para ti
Adorava que pudesse ser Verão para sempre.
Comer gelados até me fartar (é impossível fartar-me :), ficar na rua até às tantas, jogar à bola sem lama, tomar banho de piscina sempre que me apetecesse, ir à noite à praia só para refrescar, beber aquela sangria gelada ao luar na varanda, conversar ao som das ondas na areia da praia, de palminhar a avenida de Havaianas nos pés...
Mas também gosto da Primavera.
Iria ter saudades se ela não entrasse no desejo.
Adoro o chilriar dos passáros de manhã, o odor das flores acabadas de desabrochar ao sol que entopem as narinas com alucinações custo "0" e bem mais saudáveis que as outras, de andar de bicicleta no meio do bosque, de visitar lugares e pessoas só porque o dia está tão agradável.
Sim, também adorava que pudesse ser Primavera para sempre.
Mas certamente que um dia me iria lembrar do cheiro das castanhas assadas ainda quentinhas enroladas numa folha das Páginas Amarelas de 1990, de vestir um casaco só porque soprou de repente uma brisa mais fria, de ter vontade de beber um chá bem quente encafuada no sofá da sala a ouvir a chuva em cadência rítmica lá fora enquanto na Pioneer roda um slow do Elton John.
Afinal acho que iria deixar entrar o Outono... e o Inverno também.
A saudade de construir bonecos de neve, de fazer sku até doer as nalgas, de usar aquelas botas novas super caras e super giras de pêlo quentinho por dentro, de enrolar o cachecol antracite ao pescoço, de bater as palmas para aquecer as mãos numa fogueira improvisada com lenha de oliveira, que leva mais tempo a arder...
Sim também quero que isso pudesse durar para sempre.
Afinal, para me sentir feliz, para me sentir viva iria de precisar de tudo.
Afinal quero ócio, amizade, trabalho, amor, saúde, paz, família, euromilhões, ócio, ócio, ócio,.... (:
Amiga, na vida tudo nos faz falta para sermos felizes... e não vais querer impestar um dia (bem longe!!) os vermes da terra com tanta tristeza, pois não? Tadinhos deles! (:
Arrebita... eu sei que consegues! (-;
Comer gelados até me fartar (é impossível fartar-me :), ficar na rua até às tantas, jogar à bola sem lama, tomar banho de piscina sempre que me apetecesse, ir à noite à praia só para refrescar, beber aquela sangria gelada ao luar na varanda, conversar ao som das ondas na areia da praia, de palminhar a avenida de Havaianas nos pés...
Mas também gosto da Primavera.
Iria ter saudades se ela não entrasse no desejo.
Adoro o chilriar dos passáros de manhã, o odor das flores acabadas de desabrochar ao sol que entopem as narinas com alucinações custo "0" e bem mais saudáveis que as outras, de andar de bicicleta no meio do bosque, de visitar lugares e pessoas só porque o dia está tão agradável.
Sim, também adorava que pudesse ser Primavera para sempre.
Mas certamente que um dia me iria lembrar do cheiro das castanhas assadas ainda quentinhas enroladas numa folha das Páginas Amarelas de 1990, de vestir um casaco só porque soprou de repente uma brisa mais fria, de ter vontade de beber um chá bem quente encafuada no sofá da sala a ouvir a chuva em cadência rítmica lá fora enquanto na Pioneer roda um slow do Elton John.
Afinal acho que iria deixar entrar o Outono... e o Inverno também.
A saudade de construir bonecos de neve, de fazer sku até doer as nalgas, de usar aquelas botas novas super caras e super giras de pêlo quentinho por dentro, de enrolar o cachecol antracite ao pescoço, de bater as palmas para aquecer as mãos numa fogueira improvisada com lenha de oliveira, que leva mais tempo a arder...
Sim também quero que isso pudesse durar para sempre.
Afinal, para me sentir feliz, para me sentir viva iria de precisar de tudo.
Afinal quero ócio, amizade, trabalho, amor, saúde, paz, família, euromilhões, ócio, ócio, ócio,.... (:
Amiga, na vida tudo nos faz falta para sermos felizes... e não vais querer impestar um dia (bem longe!!) os vermes da terra com tanta tristeza, pois não? Tadinhos deles! (:
Arrebita... eu sei que consegues! (-;
August 17, 2009
August 10, 2009
Raul Solnado (n.1929-2009)


Não vou nem me quero meter em homenagens clichés port-mortem.
Considero que as ditas se fazem em vida, por outro lado e com a mentalidade desta ocidental praia lusitana apraz dizer que ainda assim já não é nada mau quando post-mortem as publicam.
Fazer rir quando só apetece chorar, é uma arte.
Solnado tinha a arte e o engenho. Tinha tudo e o que eu me ri com ele.
Palminhas ao Raul. Palminhas, muitas mesmo.
Inté! RIP
July 30, 2009
June 15, 2009
HOME

O que é que ele diz?
Yann Arthus-Bertrans, o realizador do recente documentário de sucesso sobre a Terra - Home, apela para:
Hoje em dia, 20% da população consome 80% dos recursos do planeta. E os outros 80%, querem viver como nós. A Terra não aguenta isto.
A ver em: http://www.home-2009.com/
May 05, 2009
March 10, 2009
Farol, precisa-se!




Faróis há muitos!
Alguns em ruína, outros no activo ainda. Mas o seu benefício é inquestionável.
Há-os de vários tamanhos, cores, feitios, traças, propósitos, antigos, modernos, you name it!
Unânimes somos em que todos são preciosos!
Existem para avisar os navegantes dum perigo que se aproxima.
Perigo de naufrágio, risco de morte. Farol é amigo.
Manter um farol deve sair caro. Mas o bem que traz não tem preço.
De pedra e cal, é certo, mas só lhe falta falar e poder dar abraços.
Elejo o farol.
Farol, precisa-se.
February 11, 2009
Eutanásia
Volta e meia vem à baila este tema.Sobre doentes em estado terminal que sofrem, uns falam em valorizar a vida; outros falam em respeitar o desejo de terminar a agonia destes doentes.
Tudo em prol da vida, mas como lembra Marcos Sá (deputado que pretende levar o tema a discussão no próximo congresso do PS) a "vida é linda e a morte faz parte dela".
Actualmente a lei portuguesa condena e penaliza quem pratique eutanásia.
Um homicida para todos os efeitos, com penas que vão de 3 a 5 anos de prisão.
Mas na Europa, no que diz respeito à eutanásia e morte assistida temos 3 países que já legalizaram esta práctica: Bélgica, Luxemburgo e a Holanda. A Suiça mantém uma atitude moderada.
Há quem defenda que o governo devia apostar mais nos cuidados paliativos e investir nessa área de modo a minimizar dores e sofrimentos atrozes dos doentes terminais, ao invés da morte assistida.
Mas acresce ainda a religião. A moral.
E haverá moralidade em obrigar o próximo a sofrer e permanecer em agonia? Será isso justo?
E será justo também sermos nós a decidir ou a ajudar a terminar a vida de outrem? Temos nós esse direito?
A juntar a toda esta panóplia de emoções e pontos de vista, questiono ainda: terão todos os médicos a capacidade de utilizar esta práctica condigna e justamente, caso seja permitida ou legalizada?
No caso mediático mais recente sobre esta práctica - o caso de Eluana Englaro, italiana, que vivia em estado vegetativo há mais de 17 anos - a determinada altura e antes de vir a falecer esta semana (o que gerou uma onda de debates a nível nacional e uma crise institucional no país) o director do jornal italiano "La Reppublica" escreveu:
Aquele pai [de Euluana] está entre a mulher gravemente doente [com um cancro] e uma filha inconsciente há tantos anos que nem se podem contar. Ninguém tem sequer o direito, de fora, de imaginar o seu tormento (...). Entre a mulher e a filha ele mantém a sua família. O que resta, claro. Mas também aquilo que é. Existirá uma família italiana, neste 2009, mais "família" que esta?
February 02, 2009
Por vezes...
Por vezes assombra-me a alma este pensar que há tanta coisa para ver, fazer, experienciar, viver, desejar e que eu literalmente perco o tempo na pasmacenta rotina do dia-a-dia.
Almejo de imediato o Euromilhões, o milagre que me curaria de todos os males e me deixaria finalmente ter o estimado tempo para correr mundo e sugar tudo o que por aí existe.
Depois vem a iluminação e rapidamente encaixo de novo que a vida não é como nos contos de fadas. Que afinal a minha imaginação apenas é fértil e ingloriamente massacrante.
Entretanto também me vem à memória que nada cai nas nossas mãos, que temos de fazer pelas coisas acontecerem. Nesse momento ressurge uma nova energia, uma nova esperança, uma nova vontade.
Se acontecer ter um jornal por perto ou ser hora das notícias na TV, acordo deste medonho ensejo de vida assaz confortável e completa e regresso ao mesmo.
A pasmacenta rotina do dia-a-dia, vale o que vale.
Posso tirar partido de tudo que se me apresenta e regozijar-me com o que tenho, com o que viajo e conheço de mundo, com o que sei fazer e com o que consigo alcançar.
Lema de vida insípida, porque não desejar mais?
Parece mal? Quiça parece. Mas que se dane.
Assim como assim a idade não abranda, o mundo não pára, o progresso não deixa de evoluir e tempo não há para tudo.
Que se dane.
January 29, 2009
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January 16, 2009
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