August 31, 2010
August 30, 2010
Momento para...
Vinicius de Moraes em Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
August 16, 2010
O melhor de... Caetano Veloso
Tarefa hercúlea encontrar o melhor deste senhor como de muitas outras bandas, mas... sim... é esta!
Momento para...
August 13, 2010
Eu quero ser um GNR

Assim cantavam os G.N.R Grupo Novo Rock, faz uns anos jeitosos.
Mas cantar foi o que eu hoje não fiz, dadas as circunstâncias de furto, assalto, arrombamento, invasão de propriedade alheia, roubo, etc, etc.
Passei a manhã na GNR. Debitei o acontecido, o encontrado e o não desejado.
De tarde veio a Judiciária a casa para apurar os factos, para as fotos, para o arquivo de tudo, afinal de contas.
Trabalho de profissionais, assim diziam eles enquanto espalhavam pózinhos multicolores conforme a peça de mobiliário, tecido ou loiça que estivesse intacta e principalmente a que não estivesse.
Parecia um filme, CSI no seu melhor, aliás mais perfeito ainda porque ao vivo, assim de máscaras, luvas e a inalarmos pózinhos, teve muito mais piada e emoção.
Como se de emoção não houvesse q.b.
É duro, os nossos pais de rastos, inseguros, desfalecidos de verem mexidas, partidas e roubadas as suas coisas, os seus pertences duma vida e até da dos seus antepassados que com carinho guardavam.
É duro sentir revolta, insegurança, nojo e desespero pois já é a segunda vez que acontece, só que desta feita "por profissionais".
É duro resolver tudo dentro da cabeça aos 80 anos quando só se quer sossego, paz e lucidez para não trocar os remédios ao longo do dia.
Gostava de ser um GNR, para poder chafurdar a fundo a investigação, as impressões digitais, as feiras e mercados paralelos onde estes parasitas fossem vender as alfaias agrícolas, as rendas de gerações, o espólio de uma vida.
Gostava de ser um GNR para ser eu a prendê-los, ser eu a não lhes proteger a cabeça ao entrarem para o jeep, ser eu a lhes oferecer uma valente coça nos esconsos da prisão antes de lhes ser lida em tribunal a sentença de prisão perpétua.
Mas não é assim que funciona e, ao fim ao cabo, ainda bem.
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