July 15, 2009

A diferença está no tentar



Foi na semana passada.

Ajudei uma pessoa a subir os degraus do comboio. Um senhor na casa dos seus 55/60 anos, bem vestido e aprumado.

Vejo-o de amiúde e por norma aquela hora, à espera do comboio, pelo que presumo se dirija ao emprego em Lisboa.

Naquele dia, ou porque estava a pensar noutra coisa, ou porque se desorientou, ou porque apenas porque, não dava com a porta, por conseguinte iniciou um nervosismo ritmado com a sua bengala.

Processo normal para quem é cego e tem que se adaptar à força, ao mundo ainda egoísta dos ditos "normais" só porque são mais.

Foi tudo muito rápido, aliás como ditam as regras do despachar-que-o-comboio-tem-de-seguir-e-estamos-sempre-todos-com-muita-pressa.

Dei-lhe o braço. Subimos.

As pessoas, que inevitavelmente levaram um encontrão, olharam de viés para lançar um olhar mortífero de quem fora incomodado, contudo, quando perceberam tinha sido um cego, conformaram-se na sua riqueza de sentidos e apaziguaram o seu fel matinal em nada tecerem.

Neste turbilhão foi quando me apercebi que o senhor trazia um sapato de cada cor: um preto e um castanho.

Tive um choque. Um manancial de pena, de desilusão, de impotência, de fraqueza, de despropositada culpa - tudo brotou ao mesmo tempo.

Nada lhe disse. Achei que o iria incomodar mais, e claramente nada ele poderia fazer naquele momento. Deixei para os colegas, para as pessoas com quem tenha uma relação mais íntima e de confiança.

Já passou seguramente uma semana, mas ainda penso nisto. Nesta minha atitude.

Será que o deveria ter avisado, apesar de que todos naquele mínimo espaço, iriam ouvir e ele talvez ficasse magoado por ser exposto por uma estranha, apenas pelo seu desculpável inadequado gesto social (o trazer um sapato diferente em cada pé)?

É difícil.

Não é fácil lidar com as pessoas, ainda para mais com quem não conhecemos, com quem não sabemos como andam no mundo: se a bem ou revoltadas.

O respeito pelos outros, pelo seu espaço, pela sua intimidade, pela sua liberdade, é bonito dizer-se, mas a diferença está no tentar.

July 14, 2009

Menos 1 cherne na Europa?




Pois, lá ficou este senhor.
Polaco de nascença e cientista de profissão.
Jerzy Buzek é o novo prelesidente! Viva, viva o Sr prelesidente!

Palpita-me que por Bruxelas passem a comer mais grelhados nesta época!

Daqui a 2,5 anos cá estaremos de novo com mais novidades!!! (:

July 13, 2009

Filme do mês





Hilariante!


Adorei ver este filme neste final de semana.


Digamos que temos uma tragico-comédia, uma família totalmente disfuncional e uma viagem de 6 pessoas (cada uma melhor que a outra), desde o Novo México até à Califórnia, numa velha carrinha Volkswagen amarela - essa mesmo: a kombi.

Entre um tio gay e suicida, um avô toxico-dependente, um irmão autista, uma mãe típica, um pai que só quer vencer e um orçamento reduzido, o que eles passam, vivem, sobrevivem e não só, para levar a miúda (a filhota mais nova, sonhadora e desengonçada) a um famoso concurso de beleza: "Little Miss Sunshine".

Mais não digo, vejam.

July 10, 2009

Bom fim de semana!!












Matthew Mc Conaughey


Queridas... tentem ter um bom fim de semana!!

July 07, 2009

Horóscopo de hoje....


Sagitário


"Não é triste mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar".
Portanto, se tiver que dar uma volta de 180° nalguma situação dê, e porquë?
Porque a vida é sua!



Capricórnio


"Enquanto os homens não se considerarem todos irmãos e não pensarem na vida humana como a mais sagrada de todas as coisas, haverão sempre de arruinar a vida uns dos outros por motivos de interesse pessoal" (Tolstoi)


O Que Foi Que Ele Disse?


"Esperar que a vida o trate sempre bem porque é uma boa pessoa, é como esperar que um touro não o ataque porque é vegetariano".

Dennis Wholey (n.1939 - )

O regresso da terra dos perús: Turkey!

Faz já mais de duas semanas é certo, mas ando totalmente " addicted" ao twitter e como o tempo me é escasso e não dá para tudo...


Vim da Turquia.


De terras muçulmanas, islâmicas, árabes e do género ou com pequenas percentagens do género, vão 7 no meu curriculum: Marrocos, Tunísia, Síria, Maldivas, Tailândia, Jordânia e Turquia.

A Turquia excedeu as minhas expectativas, confesso.

Não só pelo crescimento económico à vista e que eu desconhecia, mas pelas suas gentes, pela sua cultura, pela sua gastronomia, pela doçaria (aiiiii!!!!) e pela forma como somos - nós, os estrangeiros - recebidos: por entre sorrisos e muito calor... mesmo muito!


Fiquei-me pelo Mar Egeu, mais precisamente na bela província de Bodrum, onde passeei, meti o nariz no belíssimo Castelo, dei um pulo ao famoso Museu Arqueológico Submarino, desfrutei das praias com águas limpas e cristalinas e em certas zonas, dos seus belos calhaus espalhados pela praia fora!

Magnífico, é o melhor adjectivo para qualificar os passeios de barco.


Muito embora prefira o lado grego do Mar Egeu, sem dúvida, adorei esta experiência e recomendo, como sempre recomendo quando de conhecer o mundo se trata.


Idem, idem lá para ver, saber e apreciar.

Ele há gostos, cores, sabores e odores que só o cognitivo de cada um pode avaliar e guardar.

É por isso que sempre e cada vez mais, me sinto uma cidadã do mundo!




Castelo


Marina


De noite em Bodrum


Praia de Bitez (a única quase sem calhau!)